
vienna. cinco dias, sem familia com 26 colegas. de projecto em projecto, sem hundertwasser que nao tem merito no mundo elitista dos arquitectos, pelos menos dos holandeses. por pouco vinha embora sem ver o centro nao fosse o domingo livre.
a imagem que tinha de viena, a de uma cidade limpa e muito ordenada mudou, mas nao piorou. em noventa e cinco de mochila as costas desde lisboa, desta vez vinda de uma holanda demais ordenada. achei-a parecida com o meu sul, nas cores, no ceu, na cultura dos cafes e pelo facto de as quatro da madrugada as ruas ainda repletas de noctivagos e autocarros (?).
interessante fazer turismo de arquitectura. quem ve o centro de viena e toda a sua monumentalidade so pensa num pais rico, mas nada mais errado, viena e uma cidade muito social. desde os finais dos anos 20 com os mega empreendimentos de habitacao social, o maior o karl marx hof, ainda hoje com mais qualidade que muito suburbio portugues. todos os projectos visitados de habitacao social, alguns com jardins e piscinas privadas a rendas de 6 euros o metro quadrado. os holandeses de queixo caido, afinal e possivel fazer boa arquitectura a baixo custo. eu mudo-me ja, a falta de inquilinos para o edificio de zaha hadid.
um voo atrasado devido a chuvas torrenciais sobre o danubio, chego a holanda, tempo de apanhar o ultimo comboio, o das dez depois da meia-noite, uma estacao deserta, um taxi que feitas as contas ganha a hora o que eu ganho num dia, e o sentimento estranho, devia ser casa, mas essa nao sei onde fica. quer dizer sei... mas devia poder transporta-la. as saudades demais e so poder ve-los dormir. ganharam uma pista para os berlindes e chocolates do mozart pois claro.
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