zaterdag 15 september 2007
(er is nog hoop!) ainda ha esperanca!
de boca aberta com a sensacao do momento ca na terra ou o nao imagino o meu filho daqui a cinco anos a fazer o mesmo ca no sotao, e passo a explicar: all missing pieces, tres irmaos, den haag (haia), 14, 12 e 10 anos (???!!!) e um tiquinho arctic monkeys! hoje ouvi na radio que estao a ter problemas com a inspeccao do trabalho, que o mais novo so pode fazer 12 aparicoes por ano, de resto so nas matines! (lol).
ah... reparar na proporcao do baixo em relacao ao miudo para a ver o tamanho do fenomeno!
e ainda melhor, tiny masters of today, do mesmo genero mas made in usa, desta vez uns sonic youth (mano e mana) em miniatura.
ainda ha esperanca!
zondag 2 september 2007
de stoelen (as cadeiras)

finalmente chegaram. 8 semanas de espera a valer bem a pena, via marktplaats. resultado, um pague cinco e leve seis. e na minha wishinglist mais um risco. uma DSR. o design de charles and ray eames data de 1950 e desde 1993 de novo em producao pela vitra. oh yeah!
sem duvida o casamento mais frutuoso da historia do design, ele designer industrial ela artista plastica. na america do pos-guerra e a necessidade de producao em massa a custo baixos levam a experimentacao de novas tecnicas, dobragem de multiplex e mais tarde fibra de vidro. mas as cadeiras sao uma infima parte da carreira destes designers, filme e fotografia era outro dos interesses assim como exposicoes multimedia, grande avanco na era de cinquenta/sessenta.
e eu fascinada pela intemporalidade e elegancia das minhas pernas eifel e o meu assento de polistireno.
donderdag 30 augustus 2007
vet cool! (fat cool!)
esta mesmo fixe, ups…. cooool o puto. sim "fat cool" acrescenta ainda a puxar toda a friccao do carrinho.
donderdag 23 augustus 2007
school (escola)

woensdag 8 augustus 2007
i'm from barcelona
o meu hit de verao vem da escandinavia!
uma big band sueca, no verdadeiro sentido da palavra. muitos amigos, melhor... trinta amigos resolvem cantar ate pensarem que sao de barcelona. um concerto unico para acabar com a brincadeira aliado ao fenomeno youtube foi so o inicio. "very happy"
ainda heide encontrar uma explicacao plausivel entre a relacao norte da europa = falta de sol = aborrecimento = muita criatividade.
zondag 5 augustus 2007
terug (de volta)

estamos de volta. nao que seja novidade, ja estamos de volta ha uma semana. os dias estiveram de cinzento e so hoje comecou o verao. como os relativos aqui sao diferentes.
as ferias foram um sucesso, com a mais nova a perguntar (ja em terras baixas) quando e que ia para casa. casa para ela passou a ser a do avo Ze. gostaram muito da praia que pela primeira vez gozaram a seria. ao mar chamaram piscina. depois foram as actividades ludicas do costume numa cidade que cada vez mais estranho.

+ o concerto foi o esperado. bom. a julgar que no coliseu e que era, que aqui e que ia os ia ver sem cabecas a frente... pois era...
os miudos portugueses estao muito esticados.
donderdag 12 juli 2007
vakantie 02 (ferias 02)

sempre que venho a portugal as emoções sao muitas e os sentimentos contraditórios. primeiro estranha-se, depois estranha-se e depois continua-se a estranhar. o síndrome do emigrante? ou tudo me corre mal?
um voo que pela primeira vez seria de destino ao porto, devido a uma greve nao anunciada e pontual dos controladores do tráfego aéreo, aterra em lisboa. a barafunda. ninguem para ajudar. eu só queria as malas e ir dali para fora. depois de muitas filas, choros (dos miudos e quase os meus de desespero) e quatro horas depois lá nos conseguimos meter no carro, entretanto vindo do porto com o meu pai para finalmente irmos ao destino inicial.
conduzir de noite para mim é um drama, mas para poupar um holandês zangado e cansado que queria era ficar em lisboa, qual casamento qual quê, lá fui a conduzir. uma viagem de nervos. sinais de luzes e carros colados a velociades para mim loucas. num país civilizado ali mais a norte dava direito a 145 euros de multa, repreensão oral e sujeição a oito meses de prisão, mas em portugal parece ser do mais normal.
o sítio muito bonito. o norte é muito bonito. afinal era arouca, bem longe do inicialmente anunciado aveiro (shame on me). o casamento correu bem, cheio de correrias atrás dos miudos, nao fosse o sítio cheio de socalcos, desníveis, pedras e muita água. inventamos a história dos lobos para evitar que o L. fosse para fora do recinto da festa. método traumatizante mas de resultado eficaz. durante o resto da semana tivemos que explicar-lhe que lobos só na serra, onde nao há luzes nem vivem pessoas e só em portugal.
um dia de piscina para descansar e outro de regresso a lisboa sem antes não deixar de ir ao porto andar de eléctrico até à foz e ver a casa da música, muito mais pequena do que o imaginava. uma visita mal organizada, com crianças há que estacionar o carro e fazer tudo a pé ou de transportes, para a próxima melhor!

em lisboa os dias e o programa repetem-se. as birras são muitas. o mais velho acha-se grande e resolve fazer tudo sózinho sem avisar, tipo idas á casa de banho. a mais nova vai atrás. não comem nada. a comida estranham muito. alimentam-se a néctares de pêssego, iogurtes, pães de leite e fruta. uma canseira.
decidi que as próximas férias vão mesmo ser de "resort", que cidades com eles nao dá!
a ver como correm as proximas duas semanas. ufa...

woensdag 4 juli 2007
vakantie (ferias)
sexta de novo rumo ao sol e ao tempo de ceu azul. amsterdam, porto, aveiro, lisboa, carvoeiro, lisboa, amsterdam. um casamento, um concerto e a praia. parece-me bem e a vontade muita.
tot straks!
maandag 18 juni 2007
mind this gap*

*ou a minha participacao neste blog:
'O que me fez emigrar para outro pais?'.
Tenho duas versões prontas utilizando sempre a mais romantizada, a do amor, aquele do verão de '94. Mas na realidade a opção entre dois paises, um Portugal em que vivia, e a Holanda não foi muito difícil.
Começando pelos factos… finais de 2001. Ambos licenciados pelo IST, eu em engenharia do território (um misto de urbanismo e planeamento regional urbano) ele com o mestrado em engenharia de sistemas e robótica. No meu caso o trabalho precário a recibos verdes, o ‘vá de ferias por uns meses que agora não temos trabalho para si’, para ele a inexistência de industria no sector, a não ligação das empresas às universidades, o não escoamento de conhecimento e a não vontade de ser bolseiro até a eternidade numa universidade de vagas preenchidas. Do outro lado uma Holanda a chamar onde urbanismo é profissão de importância e com muitas empresas de alta tecnologia à espera de candidatos.
Acho que na realidade emigrei por razões económicas e essencialmente sociais. Para além das condições laborais, a Holanda era para mim um país extremamente atractivo. A maneira de viver e estar. Tudo muito organizadinho, tudo muito a funcionar.
Vivo numa vila, num polder, a menos de 30 km de Amsterdam, Utrecht e/ou Amersfoort. Ideal para as crianças (que entretanto nasceram) com a promessa de um dia ir viver na cidade grande.
Para um jovem em início de vida, conciliar emprego, filhos, casa, por aqui é mais fácil, a vida menos corrida. A possibilidade de ter uma casinha com jardim, andar de bicicleta, trabalhar em part-time para poder ficar pelo menos em casa um dia por semana com as crianças (e outro dia o pai), chegar a casa antes das seis, viver junto da natureza e junto das cidades, e acima de tudo sentir-me protegida e o saber que existe justica social.
Passados quase seis anos não sinto saudades do meu país, nada que não se supere pelas duas idas anuais. Sempre me senti pouco portuguesa e sei que nunca me sentirei holandesa (crise de identidade?). No entanto nem tudo são rosas e ainda hoje me deparo com situações as quais me tento adaptar, afinal são duas culturas bem diferentes, o relacionamento pessoal é mais dificíl e a sociedade holandesa caminha cada vez mais para o individualismo. Tenho a certeza que se não tivesse nenhuma ligação afectiva a este país aqui não vivia, parece um contrasenso com o que escrevi inicialmente, mas conheço poucos portugueses que por aqui vivem ou para estudar ou trabalhar sem a tal ligação que tolerem ou gostem deste país. Digamos que todos temos fascínios diferentes ou melhor motivações e a minha vê mais pontos positivos do que negativos.
Por enquanto não sou capaz de voltar para Portugal, isto se tiver de depender do sistema, seja ele o de saúde, o de justiça ou educacional porque tenho filhos! Acho que crescem mais felizes e com mais qualidade de vida aqui. Sei que é egoista o não querer voltar, o não contribuir para o desenvolvimento do meu país. Mas se as oportunidades algures são melhores, porque não as aproveitar? Portugal talvez na reforma e se possível algures no Sudoeste Alentejano!
ps. obrigada Maria pela acentuacao do texto!
